Autor: G⸫L⸫U⸫P⸫

São Jorge

Dirijo-me a vós, sobre o reflexo deste meu trabalho, com o titulo São Jorge, que hoje não é mais meu… sim, é nosso! Fruto do vosso reconhecimento e de toda a aprendizagem, que junto vós, pude alcançar. Uma aprendizagem, feita em silêncio, onde a espiritualidade e a minha ligação ao sagrado, foi crescendo, Resultado dos vossos conhecimentos e da forma altruísta como eles são partilhados connosco. Como parte integrante do edifício social, tenho moldado a pedra de modo a que todas se ajustem. Começamos por nós próprios com o vosso apoio, pois são aqueles que já percorreram o caminho da aprendizagem. Ouvis a vossa palavra livre e avisada, compreendi o seu exemplo. Estas serão também as minhas ferramentas: palavra e exemplo. Com elas, alcançaremos e partilharemos,  em conjunto, a edificação de uma sociedade mais justa e perfeita.

Evitando a memoria descritiva da peça, pois a mesma poderia inibir, ou condicionar, o trajecto individual de descoberta a que a obra se propõe, gostaria de tecer algumas considerações:

Comecei este quadro há sete anos, para logo a seguir o interromper pelos, mesmos, sete anos. Em 30 anos de pintura, nunca tal me tinha acontecido. Começou a ser trabalhado a aproximadamente 100 metros do local onde nos encontramos, o templo Pátria. Na realidade há tanto mistério que me une a este quadro, que só depois da minha iniciação no dia do equinócio da Primavera, a luz começou a revelar-se e o trabalho passou a fluir, para ser concluído no dia do Solstício de verão.

Estamos, por isso, na presença da primeira empreitada na minha condição de Plantado recentemente, como diz a palavra Grega Neóphitos, onde sempre combati o Vicio e procurei exaltar a virtude.

Tem sido um trabalho progressivo que envolveu uma constante e silenciosa descoberta. E não encontro melhor, ou mais pura razão, para justificar a complexidade da minha relação com esta obra durante tanto tempo. Pois também ela aguardava o vosso reconhecimento e a correspondente reflexão e aprendizagem que tem tomado conta de mim. Foi só junto vós que, quer eu, quer a peça descobrimos o nosso verdadeiro caminho. Caminho esse que se tem vindo a consubstanciar progressivamente. Um caminho só possível com a espiritualidade e conhecimento que aprendi junto a vós.

Tornou-se pois uma inevitabilidade consagrar-me a esta aclamação colectiva ao Santo Eclético, a São Jorge.

Recorrendo à Pesquisa, à rectidão na acção, a uma observação profunda, ao correcto emprego dos conhecimentos, à precisão na execução e à vontade na aplicação, que… Como diria Fernando Pessoa: “Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce”. E nasceu, hoje é nossa, e há nela tudo o que convosco aprendi.

Talvez não seja de uma forma obvia, mas seguramente todos nós encontraremos nela todas as referências que se encontram presentes. O corpo mental, O corpo físico, O corpo emocional e o corpo espiritual. Bem como as mais importantes referencias maçónicas. O compasso, o esquadro, o pêndulo, o nível, a régua, o malhete, as colunas, os pontos cardeais, e outras. Não se encontram escondidas ou veladas. Estão presentes para serem descobertas.

Posso garantir que no decorrer desta viagem anui que o quadro, em si, me deu muito mais do que eu racionalmente lá coloquei, simplesmente porque ele revela uma aprendizagem que me foi proporcionada por, e junto, a vós.

Inicio agora a fase em que este trabalho se solta da minha pele, do meu corpo, das minhas mãos. A fase em que deixo de estar dentro dele para retomar o meu lugar na cadeia que nos une. Sou agora, igualmente, um observador atento e analista deste quadro.

É aqui que um enorme sentimento me trespassa, pois a percepção desta viagem, este calcorrear de novos caminhos cheios de princípios, valores e conhecimento, aumentam a luz da descoberta e indicia muitas surpresas espirituais, tanto como uma consolidação Humanista.  Que assim possa acontecer, com todos vós, melhor, que assim possa acontecer com todos nós.

Termino com breves palavras que jorraram do desbaste desta matéria.

Os dias e as coisas passam,

Como jornais por ler,

Ou ausências de saudações e de respostas.

Já não se conhece o nome dos vizinhos.

Somos, cada vez mais, isolados

E quase ninguém sabe a nossa graça.

Como se ela se tivesse perdido

numa velocidade para a qual nem o sopro está preparado.

Mas quando não somos sozinho,

Quando somos reconhecidos,

Quando pertencemos a uma cadeia de união,

Podemos, todos, ser quase nada.

Sendo o nada a aproximação ao quase tudo.

Porque dentro de nós cabe uma infinidade de planetas.

Um universo inteiro

E o caminho é feito em busca da luz do criador.

Etapa, por etapa

Na medida certa em que o conhecimento é connosco partilhado.

Disse, Venerável Mestre.

A:.M:. JM

Símbolo e Silêncio

À GLÓRIA DO GRANDE ARQUITECTO DO UNIVERSO

Venho duma Loja de São João, onde se exalta a Virtude e se combate o Vício.

Venho aqui vencer aqui as minhas Paixões, submeter a minha vontade e realizar novos progressos na maçonaria.

Aqui do lugar onde me encontro, venho falar-vos de símbolo e silêncio. E de como sinto que o meu meu caminho para a virtude se pode percorrer aprendendo os símbolos em silêncio.

Símbolo é o que “está em vez de”. Aliquid stat pro aliquod e determina algo, através do conhecimento do qual, se pode conhecer algo mais.

Símbolo remete para uma ideia de representação, de um quod ínsito à natureza da linguagem. É pelo símbolo que se gera um encontro particular entre uma determinada invisibilidade – ou indizibilidade – que não se conforma nunca plenamente no que é visível – ou dizível.

O símbolo designa e supera. É através dele que se suplantam as condições de enunciação permitindo ao aprendiz sair de si. Permitindo-lhe exumar-se ao tempo finito da vida, o nosso Kronos, e ao mesmo tempo aspirar a transformá-lo, pela aprendizagem, em memória. Podendo assim aspirar ao tempo infinito da oportunidade, ao Kairos.

O símbolo, estando na génese da linguagem, é trave mestra para para o conhecimento, e vértice da imortalidade; e a linguagem, por isto mesmo, um objetivo a que se pode aspirar apenas se nosso elevar-nos espiritualmente, combatendo e vencendo as paixões que nos prende ao mundo material e nos iludem, suplantando desejos e vontades que não são mais que produto de egoísmo intrínseco, próprio de qualquer alma em estado bruto, a quem é, por virtuosidade maçónica, concedida a graça do silêncio.

Pois como poder da cobra está na sua língua, o poder do símbolo reside no silêncio.

 

Neste lugar onde me encontro, o meu tempo é agora o Kairos, e esta, sendo a minha primeira voz no templo, é simultaneamente a minha primeira vez e a minha primeira oportunidade.

Neste processo de aprendizagem iniciático, recebo hoje esta responsabilidade nova, que consiste em poder abandonar por momentos o privilegio concedido do silêncio, e poder partilhar convosco aquilo que, do meu lugar, tenho podido compreender.

Pude ouvir e observar, num processo sem som, signo e símbolo, e refletir interiormente na sua importância. Pude aprender, sem intervir. Crescendo interiormente, na esperança de poder reconhecer a verdadeira sabedoria.

Sou pedra bruta, mas será que sou também matéria dúctil?

Procuro polir-me, libertar-me das minhas arestas profanas, que nos dias comuns da vida quotidiana, limitam a o meu conhecimento e dificultam a minha compreensão do mundo.

É aqui no templo, de onde emana toda a virtude, que buscamos a sabedoria que nos permite alcança-la, e só então depois, conseguir compreender como é que a linguagem a pode fixar.

Aqui do lugar de aprendiz onde me encontro a Força é muda. Porque em mim, apenas muda, ela pode almejar a ser virtuosa.

Aqui busco a virtude, sem a graça da linguagem, sentindo por dentro a sua Força, ainda só potencia, ainda sem uma forma consumada.

Busco a virtude na humildade descalça da minha condição, como a pedra bruta busca a sua forma lisa.

Aqui neste lugar onde me encontro procuro encontrar em nós, que sou eu em vós, e na dinâmica e simbolismo do nosso ritual, o caminho que me permita abrir a mente para a realidade de um mundo superior, podendo beneficiar das energias positivas de todos vós, pois só assim poderei vencer os meus pensamentos negativos.

Saiba eu percorrer em silêncio este caminho dos símbolos!

Que a sabedoria presida e a força complete, o que a beleza decora.

A Oriente de Sintra

Disse

JD, M.’.M.’.

Exordium (2)

Iniciámos esta nossa Grande Loja Unida de Portugal faz pouco mais de um ano, a 4 de Julho de 2016. Eramos um grupo pequeno de Maçons com sonhos do tamanho do mundo…

Ao longo deste nosso primeiro ano de atividade conseguimos realizar grande parte dos projetos a que nos propusemos e imbuídos do espírito de União, Solidariedade e Fraternidade, de que já tínhamos saudades. Praticámos Maçonaria!

Crescemos enquanto Homens, enquanto Maçons, conseguimos dar Alma a este nosso projeto e queremos continuar no mesmo rumo e com a mesma intensidade, certos que é o caminho da Luz.

Internamente, realizámos tantas tarefas que já são difíceis de elencar, mas de que destaco algumas: – o lançamento do nosso ritual do primeiro grau do rito português em formato de livro, todo o trabalho de investigação e retificação que está a ser efetuado em todos os rituais de todos os ritos para poderem ser também objeto de edição em livro, o lançamento do guia do iniciado em formato digital, iniciámos a produção e a entrega de paramentos a todos os obreiros, o trabalho fantástico da construção do nosso Templo e áreas adjacentes, o lançamento da 1ª mostra de arte maçónica e que está patente no nosso Templo, a consagração da primeira Loja fora de Lisboa, a edição dos fins-de-semana de formação maçónica (2 edições), a iniciativa de portas abertas que levou a que dezenas de profanos visitassem o nosso espaço, as três sessões de Grande Loja realizadas, o jantar de natal da GLUP, os ágapes rituais das Lojas e o ágape ritual de Grande Loja por ocasião do aniversário, a comemoração do dia Internacional do Maçon, o evento de arraial de Santo António, as visitas culturais, a missa realizada a 10 de Junho, em honra dos maçons que lutaram por Portugal, os inúmeros ágapes e jantares debate com oradores profanos, o sistema de faturação individual e sistema de pagamento on-line, as horas de formação a aprendizes, companheiros e mestres, todo o trabalho normal e regular das nossas Lojas, a publicação do nosso Boletim….mas tudo isto só foi possível com a união de todos e com a vossa entrega.

Tantas foram as iniciativas, que realizámos externamente e que também tiveram o seu impacto. Todos os meses realizamos visitas culturais e de valorização do nosso património edificado, realizámos iniciativas de solidariedade com os Bombeiros do Beato, das quais destaco as mais de duas toneladas de alimentos e roupas que conseguimos fazer chegar aos mais necessitados, bem como o barco que doámos à corporação dos bombeiros, conseguimos em parceria com a Junta de Freguesia do Beato recolher mais de 1000 livros e doámos um espetáculo musical, onde estiveram mais de 1000 pessoas que aplaudiram o que somos e o que fazemos.

Mudámos mentalidades e mudou, essencialmente, a forma como todos percecionamos a Maçonaria feita na Grande Loja Unida de Portugal.

Cientes que queremos continuar a trabalhar em prol da Maçonaria e da sociedade, falar da Grande Loja Unida de Portugal é falar da nossa casa e da nossa família!

Agora que se aproxima o período de férias maçónicas, quero agradecer todo o vosso empenho e dedicação e desejar-vos um bom período de férias em família, com a certeza que em setembro estaremos todos de volta retemperados de energias para prosseguirmos os nossos objetivos e continuarmos a praticar Maçonaria na Grande Loja Unida de Portugal.

Boas Férias!

EXTREMÓFILOS

Estes microrganismos vivem e multiplicam-se em ambientes muito radioactivos, ácidos, alcalinos (de elevado PH), quentes, frios ou salinos, sujeitos a altas pressões, sem oxigénio ou contaminados com metais tóxicos.

Deste grupo faz parte uma bactéria “portuguesa” com o nome pouco expressivo de NL19, recém-descoberta na antiga mina de urânio da Quinta do Bispo, em Viseu. Vive como peixe na água, no seio de lamas com elevadas concentrações de metais radioactivos e uma quase ausência de nutrientes.

Também muitos destes microrganismos vivem dentro do corpo humano e, por incrível que pareça, cada um de nós transporta dez vezes mais extremófilos do que células e cem vezes mais genes estranhos do que os seus próprios genes.

Não é de admirar pois que, feitas as contas, se conclua, como o fez o investigador Adriano Henriques, coordenador da Divisão de Biologia do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, que ‘os seres vivos dominantes na Terra, em número e diversidade, foram, são e serão as bactérias’.

É aqui que quero focar-me: será que a consciência, atributo exclusivo aos humanos, que se saiba, é condição para nos considerarmos superiores aos outros organismos da Terra? Porque se analisarmos as coisas com isenção, será realista a importância que nos atribuímos enquanto espécie quando, acidental ou fortuitamente, formos alvo de algum acidente de percurso que nos permita sobreviver como o fazem as bactérias?

Lembremo-nos do destino que tiveram os grandes répteis, espécie aparentemente dominante no nosso planeta até há cerca de 50 ou 60 milhões de anos quando, um asteroide caído na península do Iucatão, provocou a sua extinção.

Quando estive nesta região do globo senti, calculo, a mesma reverência do peregrino que vai a Fátima embora, no meu caso, sem o paradigma religioso, pois o desaparecimento dos grandes sáurios permitiu aos mamíferos evoluírem ao ponto de hoje poder partilhar esta prancha convosco.

Ciclicamente, há uma espécie que aparenta ser mais bem-sucedida para vingar que as outras, mas se as coisas ‘dão para o torto’ e há uma extinção em massa, a vida microbiana, que já existia mesmo antes de nós fazermos parte da sua ‘cadeia alimentar’, irá encontrar seguramente um novo hospedeiro.

Com as informações que dispomos, ficámos também a saber que os esporos das bactérias resistem a tudo. Uma colónia gerada por uma única bactéria, um organismo unicelular, pode ter 10 mil milhões de células.

Os esporos são uma forma de repouso em que o metabolismo bacteriano está inactivo, uma estratégia que lhes permite sobreviver a períodos durante os quais as condições ambientais não permitem crescimento. As sementes das plantas são um exemplo bem conhecido.

E como todos sabemos, mesmo não sendo jardineiros, a razão para isso é não haver água, pois neste caso a água que existe dentro das células é substituída por minerais. Daí que, depois de as colocarmos na terra, a primeira operação a fazer é regá-las para que acordem…

Conclui-se então que o esporo é como uma pedra, um mineral que não tem actividade metabólica. E logo que está em contacto com ela, dá-se o milagre: a vida surge!

Perante isto, resta-nos aceitar a nossa presença na Terra como sendo uma das formas de vida que aqui se manifestaram e, provavelmente, não a mais importante, como muitos arrogam.

Neste ponto convém lembrar que, na hora da nossa morte, não sendo nós cremados, as bactérias que nos vão consumir até ao osso não entram de forma sub-reptícia no nosso caixão; nem já lá estavam tranquilamente à nossa espera, a pedido do cangalheiro…elas consomem-nos porque deixámos de lhes dar comida por via da nossa existência funcional enquanto seres vivos.

E quando a nossa máquina pára de os alimentar, comem a máquina!

Como disse Lavoisier, “na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

E ao acreditarmos na sua frase imaginamos hoje, mais de trezentos anos depois de ter sido morto na guilhotina, aos 50 anos, que foi transformado numa ração ‘gourmet’ de alto teor enciclopédico, alimentando os microrganismos que nos habitam em duas tranches, cabeça e tronco, uma espécie de entrada e prato principal, o que fez com que, seguramente, a geração de extremófilos que se seguiu à sua morte, fosse de natureza mais cientifica por via da assimilação dos seus neurónios…

Especulações à parte, pergunto: para onde vão de seguida os nossos comensais depois de nos terem comido a carne e lambido o esqueleto? Será que depois de morrermos, lhes proporcionamos a versão bacteriana da “Ultima Ceia”?

A pergunta chave deste raciocínio é parecida e talvez tão incómoda como outra que vem sido feita há muitos muitos anos: “O que é que havia no Universo antes do Big Bang?”

É que não nos comendo eles os ossos, e partindo do principio que nada mais há no caixão para lhes servir de alimento, para onde é que eles vão de seguida? Canibalizam-se até ao último? E este último? Morre de fome?

Talvez adormeçam numa letargia mineral, ‘esporificados’, à espera da oportunidade de saltarem, microbioticamente falando, para o interior de outro ser vivo que lhes garanta o ressurgimento activo – não confundir com renascimento, pois não estavam mortos – pela janela da humidade do ar que respiramos, ou mesmo por contaminação benigna, simbiótica, através da ingestão de uma alface Bio nascida do estrume rico em azoto e fósforo…

Seja como for, convém interiorizar o facto de sermos nós os hospedeiros dos verdadeiros ‘senhores da Terra’, e não o contrario; e que as inúmeras mortes por nós infligidas aos nossos irmãos de espécie ao longo de toda a história da humanidade, mais não são que suprimentos contínuos, e talvez a pedido, destes companheiros de viagem que não querem esperar muito tempo para se banquetearem.

Soubemos recentemente da descoberta de fósseis na Gronelândia datados de 3,7 mil milhões de anos, 220 milhões de anos mais velhos que os mais antigos vestígios de vida na Terra conhecidos até hoje.

O que é fascinante é que as estruturas e a química destes fósseis, os estromatólitos, deixam pensar numa atividade microbiana 800 milhões depois do nosso planeta nascer, anunciando-nos que já havia nessa “origem biológica”, um sinal “de uma emergência rápida da vida na Terra, trazendo-nos novas perspectivas sobre os ciclos químicos e as interações rocha-água-micróbios num planeta jovem”, segundo cientistas da Universidade Nacional Australiana.

Na evolução biológica, indivíduos competem pelos recursos do meio ambiente, e também competem por oportunidades de reprodução.

Ao reproduzirem-se com sucesso, passam adiante os genes que lhes deram vantagens no ambiente.

Só que a reprodução não é um processo de cópia exata; acontecem erros, as chamadas mutações. A maioria das mutações é neutra, mas algumas podem conferir ligeira vantagem a quem as desenvolve.

À medida que acumula mutações, a espécie vai-se modificando até chegar ao ponto de não poder mais reproduzir com os indivíduos da espécie original: é assim que surge uma nova espécie.

A reprodução, na ausência de metabolismo e código genético, dá-se de forma simples, através do rompimento do replicador. As duas partes que surgem de um rompimento continuam o trabalho de crescer através da absorção de blocos básicos para criar cópias de si mesmos, o que de certa forma estabelece uma competição.

Os blocos nem sempre são montados de forma idêntica, e as mudanças surgem aqui e ali, o que será equivalente às mutações.

E será que foi só o Tempo entre esse momento atrás descrito e os dias de hoje que permitiu que chegássemos à consciência?

Então e os outros Primatas que partilham a quase totalidade do nosso ADN? Aquilo que somos, a nossa árvore genealógica, só ‘recentemente’ é que criou o galho onde estamos. O que é que nos afastou dos Chimpanzés, Gorilas e Orangotangos, uma vez que evoluímos em conjunto?

Há um momento, este, em que não podemos ignorar a presença do GADU.

Meus QQII: não desperdicemos a dádiva que nos foi dada de pertencermos a algo que não estamos programados para compreender, mas sim para aceitar.

É como o Amor: se alguém o puder explicar, que o diga.

Disse, VM!

LVB,  MM da RL Camões

*Extremófilo: é o organismo que consegue sobreviver, ou até necessita mesmo de habitar em condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra. Os micróbios são os extremófilos mais conhecidos.

ÁGAPE: Símbolo e ritual do ser solidário

Nota Introdutória

Todas as Pessoas certamente já experienciaram que as interações que mantemos ao longo de toda a nossa existência, quer com os outros, quer com os objetos, contém uma complexa dimensão simbólica, pese embora, disso, não estejamos por vezes, muito conscientes. Muitos cientistas sociais, assinalando tal facto, caracterizavam o ser humano, embora algo redutoramente, como Homos Simbólico.

Um dos aspectos, talvez, interessantes que se colocam ao nosso entendimento, nesta matéria, configura o reiterado hábito, da participação colectiva em antiquíssimos rituais sociais, relevando a partilha (de alimentos) numa refeição comum. Num determinado momento (precoce) do processo histórico cultural, num determinado tempo/lugar do mundo antigo, até aos nossos dias, a dimensão afectiva e espiritual associada a tal acto, tão gratificante e tão carregado de densidade simbólica, para além da importância e preservação da subsistência, contribuía (e contribui) para a exponenciação da coesão grupal, de reforço ao processo identitário, de estabelecer ou reforçar, relações de solidariedade, aliança e amizade.

Contextos espaço-temporais do processo simbólico

Os diversos modelos e narrativas que intentam compreender a evolução da humanidade, invariavelmente reportam (ao menos de forma implícita), dois eixos orientadores, fundamentais da experiência humana. Referimo-nos ao Tempo e ao Espaço e estão na base de inumeráveis representações simbólicas, reportando um esforço constante de apreender novos sentidos e significados da realidade existencial. Com efeito a referência a essa dualidade complementar, sobre cuja polissemia de sentidos e significados, quase(?) toda a aprendizagem se processou, ao longo da evolução sócio-biológica e cultural da humanidade, constitui uma recorrência notável. À medida que se foi engendrando respostas adaptativas eficazes face aos desafios do ambiente, à medida que nos fomos distanciando da animalidade originária, à medida que fomos necessitando de fornecer(novos) sentidos e significados ao que ainda era desconhecido – logo ainda inefável-, o processo primordial de elaboração do simbólico, configurou desde sempre, um dispositivo cultural com um valor instrumental essencial de uma enorme versatilidade. Era preciso, era urgente, dar sentido e significado às coisas que n os rodeavam e para as quais, ainda não se dispunha da palavra que as nomeasse. Nada mais plástico, nada mais flexível que a linguagem metafórica e o pensamento simbólico, para exprimir condensadamente, aquilo que não pudemos (ainda) descriminar.

Os cientistas sociais (algo redutoramente) nos seus debates, tenderam a privilegiar a função (do símbolo) centrados quase exclusivamente em aspectos como a coesão social e os complexos rituais; a preservação das fronteiras sociais, ou ainda, as relações entre comunicação simbólica e  metafórica e comunicação racional e analítica; conhecimento e linguagem. Sem entrar em exercícios de desbravamento conceptual, tem sido possível admitir, que, os símbolos, não constituem uma realidade autónoma, estando profundamente imbricados no processo cultural. Mas não apenas isso: é igualmente admitido que, para surpreender tal versatilidade de sentidos e significados, torna-se necessário considerar a inclusão de cada simbolização (em cada momento do processo evolutivo – cultural), num sistema complexo, em que os símbolos se reenviam interactivamente um aos outros, assumindo eventualmente novas dimensões e perspectivas. Configura-se assim uma espécie de constelação simbólica, constituindo um sistema aberto, em que cada símbolo se encontra em interacção dinâmica com outros, podendo transfigurar-se formal e semanticamente ao longo da dupla dimensão espaço/tempo e exprimir-se numa narratividade infindável. A dualidade tempo-espaço está de tal modo imbricada na totalidade do ser e do existir, que até a própria etimologia do próprio verbo “ser ou estar”, revela em si mesmo essa dupla dimensão (ser/temporal; estar/espacial).

É neste sentido que Norbert Elias na introdução da sua obra sobre Teoria  Simbólica (Ed. Celta, Oeiras,1994), referindo-se à noção de espaço, afirma que “…pode ser representada por conceitos como largura, profundidade, comprimento…”, podendo constantemente actualizar-se e integrar-se em infinitos processos de simbolização e metaforização, como facilmente se constatará, se introduzirmos o conceito de dimensão (integrando aquelas noções), também ele ponto de partida para novas especulações simbólicas. O modo como se organiza o espaço, as estratégias do ser humano, objectivando no espaço, as representações que engendra sobre a sua relação com as coisas imateriais e com o mundo sensível, deixa perceber que qualquer facto ou acontecimento, comporta dois modos de existência mutuamente interactivos: a realidade sensível e a sua representação mental, integrando as diversas formas de conhecimento, nomeadamente o conhecimento científico. Todavia, a explicação científica e racional de tal existência foi precedida do conhecimento simbólico e do pensamento metafórico.

A percepção de que a orientação global de qualquer acontecimento no espaço, implicaria igualmente a sua perspectiva no tempo, deve ter acontecido muito cedo na história da humanidade e certamente precedeu a sua explicação científica, o que remete para a representação simbólica primordial. Elias, na referida obra refere que “Einstein descobriu que o nosso universo é tetra-dimensional, tal não implica que de facto, a integração dos meios de localização, ao nível do tempo-espaço, fosse desconhecida antes de Einstein a tornar explicita. Qualquer mudança no comprimento é também uma mudança no tempo. È difícil admitir a ideia de que antes de Einstein, ninguém teve jamais consciência deste facto…”

Toda a realidade social e histórica contém-se indissociavelmente num tecido simbólico: os actos e acontecimentos, individuais e colectivos (o trabalho, o consumo, o amor, a guerra, a festa, a produção material e imaterial, as instituições, o poder, a religião e muito mais, com especial relevância para a linguagem), existem socialmente, integrando um tecido simbólico.

Isso é bem visível nas celebrações e práticas rituais, nomeadamente no Ágape ou refeição ritual, colectivamente partilhada pelos membros de um grupo, relevando os significantes observáveis nas diversificadas práticas gestuais e verbais que integra: disposição espacial hierarquizada, brindes e invocações, comunicação predominantemente vertical, assimetria no poder discursivo, ordens e incitações para fazer ou a não fazer e muito mais. Para além disso, toda a ordem simbólica, não se reduzindo a si própria, não pode iludir a dimensão funcional (racional) dessas complexas práticas de reforço do grupo, pela diluição do “eu” no “nós”. Em verdade valerá a pena debater ou consciencializar, o seu papel de reforço e actualização da comunhão/coesão do grupo, restauração identitária, da solidariedade e do sentimento de pertença, tanto mais relevante e necessária, quanto a persistência de um sentimento impressivo de desagregação dos relacionamentos sociais e de isolamento, nos tempos que correm. Daqui facilmente se infere a importância da participação de todos os membros de qualquer fraternidade no tipo de experiência que o ágape proporciona, acrescendo o facto de que, incorporar o alimento comum, corresponde a introjectar (simbolicamente) a norma cultural sancionada pela colectividade. Numerosos eruditos assinalam este tipo de práticas rituais em numerosos contextos culturais com especial relevância para as religiões, entre as quais a cristã, ou e ainda, nos rituais de morte. Não nos deteremos nas muitas e diversificadas práticas atinentes a este último aspecto, lembrando apenas o banquete (por vezes sumptuoso) ofertado pela família de um defunto, verificado ainda hoje nas culturas anglo-saxónicas, ao conjunto de vizinhos e amigos e o significado que isso representa, em termos de reforço do estatuto social da família do falecido.

Àgape e Amor

Na experiência cristã, segundo o Novo Testamento e o Evangelista João, a essência do àgape releva de uma energia amorosa implicada na caridade e na solidariedade, cuja efectivação permitiria a construção do Reino de Deus. Em suma o “puro amor de deus”. Em S. Paulo por sua vez, realizar a ágape, não apenas produz uma alteração do foro psicológico ou moral, mas igualmente uma transformação ontológica. Neste contexto a ideia de amor cristão, não refere propriamente um sentimento, ou um princípio gnoseológico, mas mais uma acção criadora do bem, conotado com um valor moral prático, interventivo, de partilha e solidariedade, pressentido em muitos movimentos religiosos, desde os primórdios, até aos nossos dias. Enquanto termo bíblico, o ágape, opõe-se á ideia de “eros”, na medida em que aquele exclui o desejo de posse reflectindo o egocentrismo humano.

 A refeição ritual

O Ágape, no seu duplo modo de existência (enquanto representação simbólica e realidade) deve ter sido objecto de (des)integrações e alterações de significado, ao longo dos séculos, variando ao sabor dos contextos culturais, pelo que seria humanamente impossível dar conta da sua polissemia de significações e sentidos.  Mas independentemente dessas variações e assumindo a diversidade de práticas e simbolizações (a celebração do funeral, a festa em honra dos mortos, ou das divindades, o banquete cerimonial em ritos de passagem, de iniciação ou propiciatório e finalmente na ceia cristã), é inegável o sentido essencial comum de tais práticas, que em última análise, remete para a afirmação vitoriosa de uma unidade do cosmos, sempre confrontado com as forças desagregadoras do caos ameaçador. E isto vale tanto para o banquete totémico das culturas antigas, como para as ceias (última refeição do dia) dos tempos apostólicos, com os participantes reunidos para a leitura dos evangelhos ou as ceias religiosas e das irmandades dos tempos modernos. Por exemplo, o ritual da Eucaristia ligada à tradição da ultima ceia, ocorre com similitude face ao ritual maçónico do ágape, uma vez que se trata de uma comunhão em nome de valores e princípios admitidos por todos os membros participantes. A comida encontra uma razão substantiva, não na quantidade, mas na sua essencialidade e projecção simbólica, porque o que é ingerido igualmente por todos, obstaculiza a fragmentação, recompondo e actualizando o “todo” e por maioria da razão, a simpatia fraternal.    No tempo das corporações medievais (incluindo os maçons operativos), os operários, muito provavelmente realizavam as suas próprias refeições em conjunto, no local onde trabalhavam, costume que de resto, deveria ser comum a todos os trabalhadores sobretudo se recuarmos no tempo. Sem dúvida que tal ocorrência contribuía para a emergência de um sentimento agregativo ou de inclusão do individuo no grupo. De resto, o sítio onde operavam (o local de trabalho ou a loja) reporta a noção de lugar na concepção da antropologia, ou seja, lugar vivencial de experiências do quotidiano, lugar identitário e relacional, opondo-se à ideia de não-lugar reportado à noção oposta observável nos sítios anódinos e anónimos, fragmentadores da experiência humana, dos não lugares em que vivemos. Na mesma ordem de factos registe-se a etimologia francesa da palavra companheiro (coupain), ou do latim”compane”, denotando o costume antigo, “daquele com quem partilho o pão”. Necessariamente que a maçonaria especulativa adoptando novas práticas e um renovado universo semântico mais adaptado a novas realidades, veio acrescentando novas significações, como por exemplo, os banquetes de lojas, inspirados na época pré-revolucionária francesa em que os utensílios e práticas se relacionam com significados militares. Nesta tradição tudo o que estiver na mesa adopta os termos utilizados na artilharia como vinho (“pólvora forte”), água (“pólvora fraca”), copos (“canhões”), entre diversos outros.

Nota Final

Especulando um pouco, é possível que as concepções clássicas que consideram o ágape como um resultado da ingestão de alimento, como elemento reparador/ restaurador do corpo, enquanto totalidade física e psíquica. Um sistema orgânico carenciado, entra em rápida entropia, pelo que a ameaça da fome deve ter sido pressentida como confronto com as forças desagregadoras e caóticas geradoras de desequilibras pondo em causa a integridade do “ser”. Mas não apenas. Lembremos que ao longo da história da cultura humana, a fome (e o intenso desequilíbrio psíquico-biológico que provoca) surge sempre como possibilidade tangível e assim sendo, na sua dramaticidade, a fome (ou a sua possibilidade), induz na experiência da refeição em grupo, a solidariedade, a coesão do colectivo, o reforço de uma memória e de uma identidade.

A passagem do micro ao macrocosmo surge então, como inevitabilidade sendo a natureza do “alimento” a variação notável. No fundo o que se trata é, e sempre, de uma tentativa de utilização de dispositivos técnicos e culturais, no sentido de reposição de equilíbrios sempre ameaçados.

E isto vale também para eventuais reflexões sobre a angústia da crise ampla e profunda dos nossos dias, em que o desequilibro entre o “dar” e o “receber” constitui recorrência. Com efeito paralelamente e subjacente á história económica “clássica “existe um outro registo, sobre uma economia da “dádiva” em que a obrigação moral de dar, retribuir e partilhar o excesso, que os antropólogos registam como o início primordial das trocas sócio-económicas, foi pensada e exposta por uma enorme plêiade de pensadores, filósofos e místicos como o nosso Santo António de Lisboa. Mas isso são desenvolvimentos que aqui não cabem.

DISSE

Fernando Casqueira VM

ANIVERSÁRIO da GRANDE LOJA UNIDA DE PORTUGAL

Meus Queridos Irmãos,

Em todos os Vossos Graus e Qualidades

Faz hoje precisamente um ano, neste mesmo local, recordámos a nossa vocação de sempre, que é a de sermos Excelentes Maçons e criarmos uma Maçonaria onde nos revíssemos e onde pudéssemos trabalhar em harmonia, em paz e sempre em favor do próximo e da Sociedade.

Foi assim que surgiu a Grande Loja Unida de Portugal.

Uma Grande Loja, que quis que uma nova geração de Maçons servisse Portugal.

Uma Grande Loja que recuperasse os landmarks, princípios e valores da maçonaria regular, mas ainda e consequentemente, que transmitisse uma imagem moderna, aberta e sem preconceitos de prática efetiva dos princípios basilares da justiça, liberdade de pensamento, solidariedade, fraternidade, verdade e honestidade.

Somos e temos que continuar a ser uma Instituição que ao final de 300 anos, funciona como uma plataforma entre Homens, culturas, capazes de criar diálogo, fazer a paz, aproximar visões diferentes.

Para isso, idealizamos e construímos uma Grande Loja, assente na formação constante a todos os níveis, Aprendizes, Companheiros e Mestres, apostando na Cultura e na Educação como pilares fundamentais para que não se repetissem erros do passado… mas também apostámos numa abertura ao mundo exterior, colaborando e integrando-nos na nossa comunidade local. Hoje, podemos dizer que pela primeira vez na vida da Maçonaria em Portugal, existe uma Instituição que não se envergonha de se assumir publicamente e que se integra de forma plena na comunidade local, ajudámos os bombeiros, realizamos atividades em parceria com as Juntas de Freguesia, aproximámo-nos da Igreja, somos reputados como Homens de Bem e a população reconhece-nos como tal…

É indesmentível que trabalhámos todos imenso neste nosso primeiro ano. Tivemos a sorte de muitos dos nossos Irmãos terem sentido este projeto como algo de seu e nos terem ajudado muitíssimo.

Conseguimos construir um Templo, o melhor do país, mas mais importante do que isso, conseguimos que esse Templo nos transmita uma energia positiva e que todos sentimos que contribuímos para a sua construção.

No final deste primeiro ano, trabalhámos no nosso crescimento interno, elevámos a nossa formação e conhecimentos, abrimos e demo-nos a conhecer ao exterior, encetámos aproximações com entidades com as quais nos cruzamos diariamente, ajudámos os que mais precisavam…

Tudo isto foi obra nossa, de todos os Maçons da Grande Loja Unida de Portugal.

No entanto, muito ainda temos que fazer.

O crescimento da nossa Grande Loja terá que manter um ritmo adequado, nomeadamente criando mais Lojas e consolidando as atuais. Será por esta razão que em setembro arrancaremos com três novas Lojas. Mas temos que realizar um esforço para que Todos entendam este crescimento como natural.

Outro dos nossos objetivos, prender-se-á com o nosso reconhecimento exterior e essa etapa iniciar-se-á agora.

Já demos provas do que somos e daquilo que podemos sonhar…

Como tantas vezes já repetimos, a Maçonaria teve, ao longo da história, um papel essencial no avanço da humanidade, na liberdade dos povos e na melhoria das condições de vida das pessoas.

É essencial preservar esse rumo pois a Maçonaria continua a fazer sentido enquanto caminho de aperfeiçoamento individual, partilha de vivências e contributo para a melhoria da vida em comunidade. Nesse sentido, importa que a Maçonaria seja uma escola de valores e princípios e uma academia de liderança. Um espaço de liberdade, de pensamento, de debate e inovação, de criação de projetos que contribuam para a melhoria da sociedade.

Nestes últimos meses de flagelos que assolaram o nosso país, conseguimos doar mais de 2 toneladas de alimentos e roupas…

Quando queremos, nos unimos no fundamental, e trabalhamos com competência, com método e com metas claras – superamos todas as dificuldades.

Faz um ano, não nos davam 3 meses de vida, não acreditavam que fossemos capazes de construir e edificar uma Grande Loja…. Errada pretensão, esqueceram-se que nós somos verdadeiros Maçons e que Unidos não nos conseguem deter.

Nós já tínhamos aprendido uma lição de que, no essencial, temos sucesso quando sempre estivermos unimos.

Neste tempo em que nos abrimos e nos demos a conhecer como no passado dia 24 de junho, temos de reafirmar os nossos princípios e saber o que é preciso fazer primeiro.

Os nossos princípios: acreditamos nas pessoas, no respeito da sua dignidade, das suas diferenças, dos seus direitos pessoais, políticos e sociais; acreditamos na democracia; acreditamos no Estado Social; acreditamos no dever de construir a solidariedade e a paz, e de lutar contra o terrorismo, na Europa onde nascemos, na Comunidade que fala português que ajudámos a criar, no Atlântico que atravessámos, nos novos mundos onde estivemos e estamos e queremos unir cada vez mais

À luz destes princípios, iremos continuar a construir o que foi iniciado há 300 anos.

Com esperança.

Com confiança.

Com fraternidade.

Acreditando sempre em nós próprios.

Acreditando sempre na Maçonaria e em Portugal!

Estamos Todos de Parabéns, Brindamos ao nosso 1º Aniversário!

Paulo Cardoso

Grão-Mestre